"Segundo a Sabedoria Daquele que Tudo Conhece"

Adão e Eva

Um assunto que causa grande controvérsia de opiniões no mundo é Adão e Eva e a transgressão deles ao comerem do fruto do conhecimento, espero que possamos compreender o quão importante foi esse passo que nossos primeiros pais deram para o progresso da humanidade. 


L 4: A Queda de Adão e o Dom do Arbítrio

A Queda de Adão foi uma parte essencial do plano de Deus. Ela tornou possível que pudéssemos vir à Terra e ser testados. O plano de Deus também inclui dar o arbítrio a Seus filhos (ver 2 Néfi 2:27). A chave para exercer bem nosso arbítrio é buscar fazer a vontade de Deus, seguindo assim o exemplo deixado por Jesus Cristo.


  • O que entendiamos sobre a queda de Adão e Eva antes de conhecermos o Evangelho restaurado?
Há muitos que dizem que a culpa de tudo que existe de ruim no mundo é consequência do "pecado" de Adão e Eva, que por eles terem comido do fruto o mau entrou no mundo e que se eles não tivessem feito isso viveríamos no paraíso. 

“Desde o século 5, o cristianismo ensinava que a Queda de Adão e Eva foi um erro trágico (…). Essa visão está errada (…). A Queda não foi um desastre. Não foi um erro ou acidente. Foi uma parte intencional do Plano de Salvação” (Bruce C. Hafen)

Temos que entender que se Eva e Adão não houvessem transgredido e comido do fruto, eles teria permanecido para sempre no Édem e como consequência:

  • Teriam permanecido num estado de inocência
  • Nunca morreriam
  • Não teriam tido filhos (consequentemente não nasceríamos)
  • Não sentiriam alegria
  • Não fariam ou escolheriam o bem
  • Não progrediriam 
  • Nada mudaria (permaneceria no mesmo modo que estavam após a criação)
"Mas eis que todas as coisas foram feitas segundo a sabedoria daquele que tudo conhece."

A transgressão de Adão e Eva possibilitou que o plano de salvação do Pai Celestial pudesse ter continuidade e não fosse frustado, e como consequência da queda:
  • Foram expulsos do jardim e afastados da presença de Deus (Morte Espiritual)
  • Eles morreriam (a morte faz parte do nosso progresso)
  • Tiveram conhecimento do bem e mau
  • Tiveram filhos
  • Sentiriam Alegria, tristeza etc.
  • Poderiam progredir
  • Souberam como usar o arbítrio 
  • Nos possibilitou progredir
"Adão caiu para que os homens existissem, e os homens existem para que tenham alegria"

"Adão e Eva transgrediram um mandamento de Deus, foi-lhes ordenado que deixassem o jardim. Porém, isso permitiria que eles tivessem filhos antes de passarem pela morte física. Para adicionar ainda mais tristeza e complexidade à sua circunstância, a transgressão deles também teve consequências espirituais, afastando-os da presença de Deus para sempre. Porque nasceríamos em um mundo decaído e porque também transgrediríamos as leis de Deus, também fomos condenados a receber as mesmas penalidades de Adão e Eva. (…)
Assim, desde o momento que nossos primeiros pais saíram do Jardim do Éden, o Deus e Pai de toda a humanidade, já antecipando a decisão de Adão e Eva, enviou anjos do céu para declarar a eles — e também ao longo dos tempos para nós — que toda essa sequência de acontecimentos foi delineada para nossa felicidade eterna. Fazia parte de Seu plano divino que haveria um Salvador, sim, o próprio Filho de Deus, um outro ‘Adão’ como o Apóstolo Paulo O chamaria (1 Coríntios 15:45), que viria no meridiano dos tempos para expiar pela primeira transgressão de Adão. A Expiação alcançaria plena vitória sobre a morte física. (…) Em infinita misericórdia, a Expiação também proporcionaria perdão para os pecados pessoais, desde a época de Adão até o final dos tempos, condicionado ao arrependimento e à obediência aos mandamentos divinos” (Jeffrey R. Holland).

“Adão e Eva tornaram-se mortais devido à Queda. Felizmente, para nós, eles também se tornaram capazes de gerar filhos e cumprir os propósitos para os quais o mundo foi criado. (…) Recebemos outras bênçãos devido à Queda. Ela ativou dois dons de Deus intimamente relacionados e quase tão preciosos quanto a própria vida — o arbítrio e a responsabilidade” (Russel M. Nelson, grifo do autor).

"O antigo ditado ‘O Senhor vota em mim, e Lúcifer vota contra mim, mas é o meu voto que conta’ descreve uma certeza doutrinária de que nosso arbítrio é mais poderoso do que a vontade do adversário. O arbítrio é precioso. Podemos desistir dele de modo insensato e cego, mas ninguém pode tirá-lo de nós à força. Também existe a antiga desculpa: ‘O diabo me levou a fazer isso’. Isso não é verdade! Ele pode enganá-los e desencaminhá-los, mas não pode forçar vocês ou quem quer que seja a cometer transgressão ou a manter-se nela” (Boyd K. Packer)


L 5: A Expiação Infinita de Jesus Cristo

A Expiação de Jesus Cristo — o maior evento que já ocorreu — torna possível a todas as pessoas serem perdoadas dos pecados e habitarem com o Pai Celestial e Jesus Cristo por toda a eternidade. Por meio da Expiação, todos vão ressuscitar e ser levados à presença de Deus para serem julgados. Por ter a Expiação exigido que Jesus Cristo sofresse de maneira infinita, Ele tem perfeita compaixão por todos nós.


“Uma Expiação infinita era necessária para redimir Adão, Eva e toda a sua posteridade. (…) De acordo com a lei eterna, a Expiação exigia o sofrimento pessoal de um ser imortal. Ainda assim, Ele deveria morrer e tomar Seu corpo novamente. O Salvador era o único capaz de realizar tal feito. De Sua mãe, Ele herdou o poder para morrer. De Seu Pai, obteve o poder sobre a morte”“A Expiação de [Jesus Cristo] é infinita — não tem um fim. Foi também infinita no sentido de que toda a humanidade seria salva da morte sem fim. Foi infinita em termos de Seu imenso sofrimento. (…) Foi infinita em abrangência, era para ser realizada de uma vez só por todos. E a misericórdia da Expiação estende-se não apenas a um número infinito de pessoas, mas também a um número infinito de mundos criados por Ele. Foi infinita além de toda escala de medida humana ou de compreensão mortal”
(Russel M. Nelson)

“A agonia de Cristo no jardim é insondável para a mente finita, tanto em intensidade quanto em causa. (…) Ele lutara e gemera sob uma carga tal, que nenhum outro ser vivente sobre a Terra poderia nem mesmo conceber fosse possível. Não se tratava de dor física, nem apenas de angústia mental, que o fizera sofrer tortura tão grande até produzir a extrusão de sangue de todos os Seus poros, mas, sim, de uma agonia da alma, de tal magnitude, que somente Deus seria capaz de experimentar. Nenhum outro homem, por maiores que fossem seus poderes de resistência física e mental, poderia ter sofrido assim” (Jesus, o Cristo, 1971, p. 592).


“Por meio de Sua Expiação e Ressurreição, Jesus Cristo venceu todos os aspectos da Queda. A morte física será temporária, e até a morte espiritual terá fim, no sentido de que todos voltaremos à presença de Deus, ao menos temporariamente, para sermos julgados” (D. Todd Christofferson)

“Testifico que a Expiação do Salvador nos livra não só do fardo de nossos pecados, mas também do fardo de nossas tristezas e mágoas, de nossas decepções e desespero (ver Alma 7:11–12). Da confiança inicial nessa ajuda é que extrairemos uma razão e uma forma de melhorar, um incentivo para nos livrar de nossos pecados e trabalhar por nossa salvação” (Jeffrey R. Holland).

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