Ressurreição
“Segunda-feira, 8 de abril de 1912”. Que noite de sofrimento para nosso querido menino! Cada vez que ele respirava parecia ser um momento de agonia para ele! Os médicos examinaram-no pela manhã e descobriram que sua dor tinha origem numa pleurite [inflamação dos pulmões] em ambos os lados. Ao recebermos essa notícia, quase perdemos as esperanças; mas quando [o médico] disse que, após um exame, sabia qual microrganismo causara a infecção e que tinha a antitoxina, mais uma vez recobramos o alento. No entanto, o Royle estava muito debilitado e as complicações das enfermidades eram inúmeras. Ele lutou bravamente o dia inteiro, tomando o pequeno estimulante que lhe era oferecido em intervalos com a mesma disposição de qualquer adulto. Às 21h30, meu pai, Thomas E. [McKay] e eu lhe demos outra bênção. A Ray ficou cheia de esperança e deitou-se no berço ao lado dele para descansar um pouco. Pouco depois, o pulso dele enfraqueceu e sabíamos que nosso bebê em breve nos deixaria. ‘Mamãe’ foi a última palavra proferida por seus lábios preciosos. Pouco antes do fim, ele estendeu as mãozinhas e quando me inclinei para acariciá-las, ele abraçou-me na altura do pescoço e deu-me o último de muitos dos mais carinhosos afagos que um pai jamais recebeu de um filho querido. Ele parecia perceber que estava prestes a partir e queria dizer: ‘Adeus, papai’, mas sua vozinha já fora abafada pela fraqueza e a dor. Tenho certeza de que ele reconheceu sua mãe um instante depois. Ela descansara apenas alguns minutos e, percebendo que as enfermeiras estavam um tanto agitadas, inclinou-se sobre seu querido bebê e não queria afastar-se, até que gentilmente a conduzimos para fora do quarto onde a morte roubara nosso bebê. O fim aconteceu à 1h50 da manhã, sem uma única contração muscular. A frase ‘ele não está morto, mas dorme’ nunca se aplicou tão bem a outra alma, pois ele verdadeiramente foi dormir. “Ele não morreu.” (David O. McKay)
O
Presidente Brigham Young falou a respeito da morte: “Que vale da sombra mais
escuro é esse que chamamos de morte! Como é estranho passar deste estado de
existência, no que diz respeito ao corpo mortal, para um estado de destituição!
Como é escuro esse vale! Como essa estrada é misteriosa e temos que viajar por
ela sozinhos. Gostaria de dizer-lhes, meus amigos e irmãos, que se pudéssemos
ver as coisas como são, da maneira como as veremos e as compreenderemos,
saberíamos que a escuridão desse vale da sombra é tão insignificante que, após
atravessá-lo, daríamos meia-volta, olharíamos em redor e acharíamos que
verdadeiramente esta é a maior vantagem de toda a vida, pois, teríamos passado
de um estado de tristeza, pesar, choro, aflição, dor, angústia e decepção para
um estado de existência em que podemos desfrutar da vida no maior grau de
plenitude que se pode alcançar sem um corpo. Meu espírito estará livre, não
sinto mais sede, não necessito mais dormir, não tenho mais fome, não me canso,
corro, ando, trabalho, vou e volto, faço uma coisa ou outra, o que de nós for
exigido, sem sentir dor ou cansaço. Estarei cheio de vida, de vigor e
usufruirei da presença de meu Pai Celestial, pelo poder de Seu Espírito. Quero
dizer a meus amigos que, se quiserem viver sua religião, vivam de maneira a ter
muita fé em Deus, para que a luz da eternidade brilhe sobre vocês e assim vejam
e compreendam essas coisas por vocês mesmos”. (DNSW, 28 de julho de 1874, p. 1.).
Breve explicação sobre os 3 Pilares do Plano de Salvação
Criação – Queda – Expiação
·
A Criação - nos possibilitou sair da presença
de Deus.
·
A Queda - nos possibilitou Aprender,
desenvolver e crescer.
·
A Expiação - nos possibilita Voltar à
presença de Deus.
Há cerca de dois mil anos, (…) houve um momento em que os apóstolos
estavam muito pesarosos. O coração de Pedro estava pesado, João estava
angustiado, bem como Maria, a mãe de Cristo. Os outros apóstolos haviam fugido.
Judas dera-se conta do crime que cometera. Que noite sombria!
Passar pela morte
faz parte do Grande plano de felicidade do nosso Pai Celestial, o Alma ensinou
”que o espírito daqueles que são justos será
recebido num estado de felicidade,
que é chamado paraíso” “o estado
da alma dos iníquos, [será] em
trevas e num estado de espantosa e terrível expectativa da ardente
indignação da ira de Deus sobre eles.
Na manhã do terceiro dia, Cristo levantou-Se. (…) A veracidade desse
fato constitui evidência da imortalidade da alma, da existência dos entes
queridos que estão do outro lado do véu, que conservam até mesmo sua
personalidade. Eles são tão reais na dimensão espiritual em que se encontram
quanto o espírito de Cristo quando Ele pregou aos espíritos em prisão.
O fato de os apóstolos terem testemunhado a Ressurreição de Jesus
aumenta o valor da evidência que eles apresentaram. O valor mais profundo de
seu testemunho reside no fato de que, com a morte de Jesus, os apóstolos foram
tomados de desânimo e tristeza. Durante dois anos e meio, eles tinham sido
fortalecidos e inspirados pela presença de Cristo. Mas agora Ele partira. Eles
estavam entregues à própria sorte e pareciam confusos e desamparados. (…)
“O que subitamente transformou esses discípulos em pregadores
confiantes, destemidos e heroicos do evangelho de Jesus Cristo? Foi a revelação
de que Cristo ressuscitara da tumba. Suas promessas tinham-se concretizado e
Sua missão messiânica se cumprira.”(…)
De uma simples: A ressurreição é a reunião do espírito com o corpo, em um estado imortal, não mais sujeito a doença ou morte.
Alguns pontos sobre a ressurreição
·
Como dito antes, Cristo foi o Primeiro a
ressuscitar e nos deixou a promessa em seu evangelho de que um dia
também ressuscitaremos.
·
Quando o Senhor ressuscitado
apareceu a Seus Apóstolos, Ele os ajudou a compreender que tinha um corpo de
carne e ossos. Ele disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo;
apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu
tenho.”
·
1Cor 15:21-22
·
D&C 130:18-19 “inteligência
alcançada”
·
Na ressurreição, seremos
“julgados segundo [nossas] obras. (…) Seremos levados a apresentar-nos perante
Deus, sabendo o que sabemos agora e tendo uma viva lembrança de toda a nossa
culpa” (Alma 11:41, 43)
·
(Umas das partes mais importantes) A glória eterna que receberemos dependerá de nossa fidelidade.
Todas as pessoas ressuscitarão, mas somente aqueles que se achegaram a Cristo e
partilharam da plenitude de Seu evangelho herdarão a exaltação no reino
celestial (Alma 40 e 41)
·
Uma compreensão e um testemunho
da ressurreição podem dar-nos esperança ao enfrentarmos os desafios, as
provações e os triunfos da vida. Podemos encontrar consolo na certeza de que o
Salvador vive e que por meio de Sua Expiação “ele rompe as ligaduras da morte,
para que a sepultura não seja vitoriosa e para que o aguilhão da morte seja
consumido na esperança de glória” (Alma 22:14).
·
Se Não houvesse uma ressurreição,
nossos espíritos estariam a mercê de satanás <Ver 2Né 9:6-9>
O Milagre da ressurreição nos da Coragem e animo para
enfrentarmos os desafios da vida, como também nos ensina que devemos nos
preparar e preparar nosso corpo e espírito para este glorioso dia, pois nossa
vida eterna está sendo moldada aqui, enquanto nosso espirito habitar neste
tabernáculo de barro temos a oportunidade adquirirmos o conhecimento necessário
para habitarmos na presença do nosso Deus.
Vivam de modo que, ao acordarem no mundo
espiritual, possam verdadeiramente dizer: “Não poderia melhorar minha vida
mortal se tivesse de vivê-la novamente”. Eu os exorto, pelo bem da casa de
Israel, pelo bem de Sião que devemos construir, a viver agora e de agora para
sempre de modo que seu caráter seja examinado com alegria pelos seres sagrados.
Tenham uma vida de caráter divino, o que não poderão fazer sem viver
virtuosamente.
Algumas Verdades Sobre a Ressurreição Ensinada Por Joseph Smith:
“Quando falo aos que choram… o que eles perderam? Seus
parentes e amigos somente estão separados de seu corpo por um breve período: o
espírito deles, que habitou com Deus, deixou o tabernáculo de barro somente por
um momento, por assim dizer; e agora se encontram em um lugar em que conversam
uns com os outros da mesma forma que fazemos aqui na Terra.”
“A expectativa de ver meus amigos na manhã da
ressurreição alegra-me a alma e faz-me capaz de suportar os males da vida.”
>>Sobre a morte e ressurreição de criancinhas<<
“Tenho meditado sobre esse assunto e me perguntado por
que os bebês, as crianças inocentes, são extraídos de nós (…). O Senhor leva
muitas crianças, mesmo na tenra infância, para que escapem da inveja dos homens
e das tristezas e males do mundo atual; elas são por demais puras e belas para
viver na Terra; portanto, se pensarmos corretamente, ao invés de chorar teremos
motivos para regozijar-nos por elas terem sido libertadas do mal, e em breve as
teremos conosco novamente.”
“As crianças (…) terão que ressuscitar tal como morreram;
poderemos então cuidar de nossos queridos bebes com a mesma glória e o mesmo
amor na glória celestial.”
Discurso proferido por Diógenes J. Ferreira em 23/10/2016
Discurso proferido por Diógenes J. Ferreira em 23/10/2016

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